quarta-feira, 24 de junho de 2009
O BELO
O BELO
Começando pelo provérbio: “o belo é difícil”, podemos dificultar ainda mais quando não se coloca o belo no seu devido lugar. Um discurso pode ser belo e persuasivo, mas não passará de um discurso se as palavras não forem vividas na prática e o discurso se resumirá em meras palavras O belo se tornará feio.
A beleza da jovem virgem tem seu limite de idade, de circunstâncias como a velhice, as rugas, estrias e outras deformações, nesse ponto o belo estaria também limitado.
O que é belo de fato? A égua? A panela? Ora, a essência do belo se reflete nas formas da panela, nas curvas da donzela, no brilho do ouro, no polir do Marfim. Este reflexo é parte da essência, não a essência, que se esconde naquilo que é conveniente, naquilo que é útil e na capacidade daquele que exerce a função. Nesse último, a capacidade poderá perder seu brilho de beleza, se for usada para aquilo que é feio.
Tudo isto é belo de ver e ouvir, mas não é o belo em sua forma ou razão infinita. Ver o que é belo, é belo, no entanto, não é o belo. O belo tem suas vantagens, mas não é vantajoso, o belo é útil , mas sua utilidade por vezes se torna inútil. O belo provoca prazer particular e também coletivo. Não é fácil ser belo, por isso, “o Belo é difícil.
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