
Ontologia em grego = ontos e logoi, "conhecimento do ser" é a parte da filosofia que trata da natureza do ser, da realidade, da existência dos entes e das questões metafísicas em geral.
A ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Costuma ser confundida com metafísica.
O filósofo Edmund Husserl define ontologia como a ciência das essências. Aquilo que não podemos: perceber, enxergar, sentir, ver, pois é a essência das coisas mesmas.
Heidegger trata a ontologia como metafísica da existência. Como explicar através da linguagem o ser enquanto ser de forma inteligível? A linguagem diz o “SER”?
Segundo Martin Heidegger a linguagem aparece como um modo de degradação do “ente”. Ao dizer “do ente”, soa mal dando a impressão de enfermidade, mas não é.
O ente é a tradução portuguesa da palavra alemã Seiend ou Seiendes na filosofia existencialista de Martin Heidegger.
Está em contraste ao ser.
Para diferenciar melhor o termo ser do ente: o ser é considerado como aquilo que faz que o ente seja. "O ser é condição para que o ente se mostre”.
Trata-se aqui da confusão entre o ôntico (relativo ao ente) e o ontológico (relativo ao ser), que perfaz a diferença ontológica. Investigar o ser do ente não é a mesma coisa do que investigar a maneira como no ente se manifesta o ser, que neste caso é o ser enquanto tal.
De qualquer forma, se é do ser, se é do ente, precisamos descascar a Cebola. Descascando a Cebola vamos descobrir o que há de essencial nela, qual é a sua essência.
Na medida em que descascamos a cebola vamos descobrir a multiplicidade das revelações em cada camada descascada.
Nosso objetivo é descobrir a essência. Depois de tirar tantos gomos da cebola, vamos descobrir que a linguagem também fala sem palavras. Ao descobrirmos que no ultimo gomo da cebola existe o vazio, o nada, então descobrimos que é possível o silencio como linguagem, a linguagem do “espanto”.
A linguagem é um fenômeno ate mesmo no vazio.

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