sexta-feira, 13 de novembro de 2009

FILOSOFIA OCIDENTAL
MARTIN HEIDEGGER

Nascido na Alemanha era filho de um sacristão católico e inicialmente quis ser padre tendo chegado mesmo a estudar em um seminário.

Depois, estudou na Universidade de Friburgo, com Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia, e tornou-se professor ali em 1928.

Em 1916, como tese de habilitação ao ensino universitário, publicou A Doutrina das Categorias e do Significado em Duns Escoto. Mais tarde descobrir-se-ia que a obra de Escoto considerada por Heidegger, isto é, a Gramática Especulativa não era de Duns Escoto. Mas isso não tinha muita relevância no pensamento de Heidegger, já que o seu trabalho, com os interesses metafísicos e teológicos que dominam, é mais teórico do que histórico.

Nesse meio tempo, Husserl foi chamado a ensinar em Freiburg e Heidegger o seguiu como assistente. Professor por alguns anos na Universidade de Marburg, em 1929 Heidegger sucedeu Husserl na cátedra de filosofia em Freiburg, dando sua aula inaugural sobre O que é a Metafísica?. Desse mesmo ano é o ensaio Sobre a Essência do Fundamento, bem como o livro Kant e o Problema da Metafísica.

Em 1927, porém, saíra o trabalho fundamental de Heidegger, Ser e Tempo. A obra seria seguida de uma segunda parte, que, no entanto, não apareceu, já que os resultados alcançados na primeira parte impediam o seu desenvolvimento. Ser e Tempo é dedicado a Husserl, que posteriormente não aprovou a obra, o que ocasionou o rompimento entre ambos. Heidegger, no entanto, afirmava trabalhar com o método

Heidegger inscreveu-se no partido nazista em 1 de Maio de 1933 (ano da chegada ao poder de Adolf Hitler), tendo posteriormente sido nomeado reitor da Universidade de Freiburg, pronunciando o discurso A Auto-afirmação da Universidade Alemã. Porém, pouco depois se demitiu do cargo de reitor, se colocando contra a perseguição, de cunho anti-semita, a professores da universidade.

Martin Heidegger teve como aluna a judia Hannah Arendt, com quem se envolveu amorosamente, cortando relações com esta posteriormente.

A palavra DASEIN é de origem alemã. Existem várias traduções para esta palavra, mas para os estudantes de Heidegger é melhor não traduzir, pois as traduções como, ser-ai, eis-ai-ser, ou o ente que somos nós, enfraquecem ou não explicitam o sentido de DASEIN no original alemão.

A época da Técnica e da Ciência se essencializa numa “época” em que o Ser como Ser é nada, por se destinar tanto na objetividade do ente como na subjetividade do homem.

A objetividade é o supremo valor.

O homem só é homem quando é sujeito de um objeto.

O ser foi esquecido, o ser é nada.

Essa vida em que a humanidade se realiza numa subjetividade para uma objetividade é o que Heidegger vai chamar de uma vida inautêntica. É um modo inautêntico de aparecimento do DASEIN.


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